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Planaltina

A exposição “Planaltina no buraco do alumínio” se volta para o Centro Histórico de Planaltina-DF. A confecção das fotografias e a exposição buscaram o registro e promoção da memória por meio de imagens. Segundo a professora Rita Oliveira (2008), o surgimento da fotografia democratizou a memória, permitindo a reprodução da imagem e o seu arquivamento.

Em Planaltina, o desenvolvimento de atividades de promoção do patrimônio histórico local é de especial importância, uma vez que o resgate da história da cidade é relativamente recente. Muito do que se conhece da cidade é obtido por relatos orais, alguns registrados em publicações do Governo do Distrito Federal, como os livros “Planaltina... Relatos” (1995) e “Ruas de Planaltina: Inventário do Patrimônio Cultural de Planaltina” (1998).


A dinâmica dessa história também é divulgada em manifestações culturais, que continuam a construir a memória coletiva e respondem por um patrimônio imaterial. As culturas tradicional e atual se encontram e se alteram. Dentre as manifestações culturais de Planaltina destacam-se: a Festa do Divino Espírito Santo, a representação da Via Sacra, os catireiros, o hip hop, a produção audiovisual de grupos locais e as transmissões da Rádio Comunitária Utopia FM.

A data oficial de emancipação da localidade é 19 de agosto de 1859, quando é criado o Distrito de Mestre D'Armas (GUIMARÃES, 1996). Somente em 1917, a cidade recebe a denominação de Planaltina.

De 1945 a 1955, Planaltina recebeu estudiosos para demarcação do território da nova capital. As missões Cruls (1892), Poli Coelho (1945) e Pessoa (1955) estabeleceram o quadrilátero de 5.814 km² para se erguer o Distrito Federal. Juntamente com Luziânia e Brazlândia, Planaltina teve terras desapropriadas para a construção de Brasília. A partir de então, a localidade se tornou uma Região Administrativa do Distrito Federal (MARTINS, 1998).

A característica de cidade interiorana com quase 150 anos e a condição de Região Administrativa − na periferia de Brasília − contribuem para que o novo e o tradicional, o pacato e o cosmopolita se encontrem. Portanto, é importante valorizar as manifestações culturais contemporâneas e resgatar a história e as construções antigas de Planaltina. Assim, o Centro Histórico, localizado no Setor Tradicional, se torna o espaço ideal para promover a memória e a cultura planaltinense.