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Pinhole

 

 

"[A câmera pinhole] é composta pelo mínimo necessário para a formação e fixação de uma imagem fotográfica: um compartimento escuro, vedado à luz, em que é colocado o material fotossensível [...]; um furo, na extremidade oposta da câmera em relação ao local onde o filme é posicionado, por onde entra a luz responsável pela formação da imagem; e a fita isolante, que permite a interrupção do processo de sensibilização e impressão da imagem no filme"

Ana Angélica Costa


A técnica do pinhole, ou buraco da agulha, amplia a subjetividade da fotografia e os signos disponíveis para interpretação. Segundo concepção de Eric Renner, "muitas das imagens visuais que a gente vê estão diretamente relacionada com idéias inatas e inconscientes ou padrões de pensamento" (2009:2). Isto é, os arquétipos, que permitem a compreensão de sentimentos instintivos.

Para Renner (2009:2), o próprio pinhole é um arquétipo, relacionado ao nascimento e ao feminino, apresentando "o espectador com sentimentos de admiração, mistério e questões sublimes sobre a vida". O termo pinhole, que pode ser mais precisamente traduzido como buraco do broche, possui outras denominações, como: espiráculo, câmera natural, fotografia estenopéica, lensless (ou sem lente), buraco da agulha e espiracolografia.

A estrutura da câmera artesanal preza pela simplicidade e o material utilizado para confeccionar a câmera escura pode ser o mais variado possível. Os mais comuns são: lata, caixa de sapato e tubo de filme. Porém, alguns fotógrafos são mais criativos, como o inglês Justin Quinnell, que utiliza a sua boca para tirar fotos com pinhole (BORGES; NERY, 2009:8), o estadunidense Jeff Fletcher, que elabora as imagens com casca de ovo e o alemão Marcus Kaiser que aproveitou buracos no muro de Berlim, após a queda, para confeccionar as fotografias artesanais (RENNER, 2009: 83-97).

Os passos para a construção de uma câmera pinhole com caixa de fósforo são:

 

Pegue uma caixa de fósforos vazia. Separe a caixa externa da interna.

 

 

 

 

 

Pinte com tinta guache preta o interior das caixas externas e internas. Deixe secar.

 

 

 

 

Desenhe um retângulo no verso da caixa interna. Traceje outro retângulo, de tamanho menor, na superfície superior da caixa externa.

 

 

 

 

Seguindo o tracejado, recorte os retângulos da caixa externa e interna.

 

 

 

 

Recorte um pedaço de papel alumínio e faça um buraco com agulha no centro. Cubra o orifício da caixa externa com o papel alumínio e cole com durex. Passe fita isolante em toda a superfície da caixa externa, deixando um quadrado com o buraco do alumínio.

 

 

Passe fita isolante nas duas bobinas e na caixa de fósforos para vedar a luz. Lembre de deixar o obturador livre. A câmera de fosfoto está pronta. Para tirar uma fotografia é só puxar o retângulo de papelão, contar até cinco segundos (ou mais dependendo da luz) e cobrir novamente o buraco de alumínio. Utilize uma colher ou palito de sorvete para rodar a bobina vazia e o filme com uma volta e meia. Quando terminar de bater as fotos, rebobine o filme até o final. Desmonte a câmera de fosfoto e solte a fita durex do filme. Leve para revelar em uma loja ou laboratório de revelação fotográfica.

 

 

Agora, consiga um filme fotográfico e uma bobina vazia. Passe o filme por trás da caixa interna e por dentro da caixa externa. O lado brilhante do filme deve ficar para baixo e o lado fosco virado para o buraco do alumínio. Pregue, com durex, a ponta do filme no resto de filme da bobina.

 

 

 

 

 

Passe fita isolante nas duas bobinas e na caixa de fósforos para vedar a luz. A câmera de fosfoto está pronta. Para tirar uma foto é só puxar o retângulo de papelão, contar até cinco segundos (ou mais dependendo da luz) e cobrir novamente o buraco de alumínio. Utilize uma colher ou palito de sorvete para rodar a bobina vazia e o filme fotográfico. Quando terminar de bater fotos, rebobine o filme e solte a fita durex. Leve o filme para revelar em uma loja ou laboratório de revelação fotográfica.