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Labirinto da Vida

O texto da fotografia na exposição era “A lembrança se constrói com lacunas” e a legenda mitológica selecionada foi “Labirinto da vida”. A imagem de labirinto mais reconhecida no Ocidente é a do Minotauro (mitologia grega). A criatura, metade homem e metade touro, foi aprisionada em um labirinto por ordem do rei Minos de Creta. A estrutura era bem complexa para tornar impossível sua fuga. A besta era alimentada com jovens vítimas (Microsfot Encarta [CD ROM], 1996). Teseu foi o responsável pela morte do animal e obteve ajuda de Ariadne, que lhe entregou uma coroa luminosa e um novelo de linha para que encontrasse o caminho de volta (BRANDÃO, 1991:126-129).

Assim, a idéia de labirinto indica a busca pelos caminhos possíveis, como também se relaciona com a trajetória em si, que pode revelar novos acontecimentos e transformações. O labirinto se associa, então, à vida.

Além disso, a imagem foi relacionada a três (quase 2%) legendas de intertextualidade: “Sempre tem uma luz no fim do túnel”, “Não é uma obra de arte” e “janela indiscreta”. O texto “Não é uma obra de arte” remete o leitor ao movimento artístico que primeiro questionou o que seria arte, o Dadaísmo. O movimento surgiu durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18) e questionava os valores estéticos e sociais do período. Dessa maneira, os artistas utilizavam técnicas de arte e literatura que eram deliberadamente incompreensíveis. O símbolo mais conhecido da crítica à obra de arte é o urinol de Marcel Duchamp que foi intitulado “A Fonte” e enviado para concurso de arte (Microsfot Encarta [CD ROM], 1996).

Por outro lado, a legenda “janela indiscreta” faz referência ao filme homônimo de Alfred Hitchcock (1954), que relata a história de um homem que vê, através da janela, indícios de um crime cometido pelo vizinho. A idéia de espionar e de segredos está presente em oito legendas (ou 5%). Exemplos dos textos com este caráter são: “Do lado de dentro alguém espreita”, “Passagem secreta”, “O caminho cotidiano e discreto da ‘espiadinha’”, ”Espia, uma coisa são duas, ela mesma e sua imagem”, “Um tanto de misterio llena la vida de interés” (ou um pouco de mistério enche a vida de interesse), “Iluminando o disfarce à bisbilhotice”, “O curioso se aproxima” e “A curiosidade”. Assim, a sensação de mistério e do desconhecido aumenta, como também a vontade de saber o que está por trás da treliça, elemento central da fotografia.

Finalmente, oito textos (5%) falam de liberdade e prisão, como: “Para além das grades”, “Liberdade!! Por favor!!”, “Pouca luz, difícil saída”, “Fugas”, “Não importa se está fechado, sempre há algum meio de passar”, “Única saída”, “A Fuga” e “Trama do tempo: prisão ou arte”. Cabe ressaltar o contraditório, uma vez que algumas legendas indicam a liberdade ou busca da liberdade (como “A Fuga”), enquanto outros falam da impossibilidade ou dificuldade de sair do local (como “Pouca luz, difícil saída”).