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Eu mandava ladrilhar

Inicialmente, a legenda desta imagem era “A cultura dinâmica reúne o passado e o presente, em direção ao futuro”. Com a participação dos visitantes da exposição, a fotografia recebeu a legenda de “Eu mandava ladrilhar”. A frase pertence a uma cantiga popular “Nesta Rua”, cuja estrofe completa é: “Se esta rua se esta rua fosse minha/ Eu mandava, eu mandava ladrilhar/ Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante/ Para o meu, para o meu amor passar”. Esta canção, que constrói uma cena de amor e fantasia é utilizada para brincar de roda. Por extensão, a legenda se apropria dos sentidos presentes nas brincadeiras de ruas, como ciranda, amarelinha, peão, pique-esconde etc. Assim, o texto retoma a pureza e a tranqüilidade da infância, principalmente em regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos.

Outras legendas (cinco textos ou 4%) fazem referência a esta tranqüilidade e simplicidade, como: “tranqüilidade e descanso”, “paz, sossego e muita história”, “tranqüilidade”, “simplicidade e beleza” e “Para quem não conhece, esta é uma visão tranqüila de um passado simples”. Inclusive, um dos textos associa a tranqüilidade da infância com a velhice, revelando a dualidade dos dois momentos. A legenda em questão é “Naquelas ruas deixei os segredos da infância e encontrei as pedras da velhice”.

Os demais textos se aproximam de descrições da fotografia, fazendo referência à rua, alameda ou esquina, ou indicando a perspectiva visual ou projeção presentes na imagem. No primeiro caso, são oito legendas (6,5%), como: “o colorido das ruas” e “Há esquinas”. Para o segundo caso, são cinco legendas (4%), como: “Perspectivas” e “Projeção”.

A ausência de outros elementos de intertextualidade ou mitológicos pode ser explicada pelo fato desta imagem ser muito indicial, conservando o referente evidente. Ou seja, isto pode diminuir as possibilidades de interpretação do que é visto na foto.