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Fotografia

O marco oficial da criação da fotografia é 1839 com a criação da daguerreotipia. Porém, há muito tempo a humanidade possuía as técnicas (câmara escura e pinhole) e os conhecimentos de química necessários para o desenvolvimento da fotografia.

Por outro lado, já no século XIII, o cientista e monge Roger Bacon comentava e tentava compreender o princípio da câmara escura, considerada por ele como um local de ilusão do demônio. Para Eric Renner (2009), a primeira câmera escura feita por seres humanos foi a de Leon Battista Alberti no século XV, usada para pintura.


O grande desafio, então, era criar o material fotossensível para fixar a imagem formada pela luz dentro da câmara escura. Cientistas em todo o mundo realizaram experiências na área e obtiveram algum sucesso. Porém, foram Louis Daguerre e Joseph Niépce que obtiveram o reconhecimento do público pelo pinoeirismo na fotografia (FABRIS, 1998).

Desde o surgimento da invenção, a idéia de mimese do real esteve presente, levando o público a frequentemente confundir a imagem com a realidade. Dubois (1993:23-56) definiu três discursos utilizados ao longo da história: a fotografia como espelho do real, a fotografia como transformação do real e a fotografia como traço de um real.

Enquanto os dois primeiros discursos sobre a imagem se relacionam com o conceito de ícone (semelhança) e símbolo (convenção social) respectivamente, o último discurso se refere à função de índice (contigüidade física). A compreensão da fotografia como traço de um real significa que, em princípio, o sujeito da fotografia esteve presente em algum momento diante da câmera. Ou seja, a imagem reserva uma relação de conexão com o ser fotografado.

Os valores de ícone, índice e símbolo podem ser percebidos em todas as imagens. Assim, a fotografia não se resume a somente uma função ou um discurso da realidade.